REQUERIMENTO AO PRESIDENTE DA AMAERJ QUE NÃO FOI PUBLICADO.

REQUERIMENTO FORMULADO À AMAERJ: EXMO. SR. PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Em 03/10/11 À vista do teor da edição extra de 19/09/11 do Boletim Amaerj deNotícias, solicitamos seja publicada, igualmente em edição extra doBoletim Amaerj, na íntegra e com a maior brevidade possível, a cartaque segue anexa. Atenciosamente, subscrevemo-nos. MARLY LOURIVAL ACIOLI SIMONE LOURIVAL ACIOLI MÁRCIA LOURIVAL ACIOLI POIAVA CARTA DA FAMÍLIA DA JUIZA PATRÍCIA ACIOLI DA QUAL SE PEDIU DIVULGAÇÃONO BOLETIM DA AMAERJ: “Na edição extra de 19/09/11 do Boletim Amaerj de Notícias, foidivulgada troca de e-mails entre o ex-Presidente do Tribunal deJustiça do Estado do Rio de Janeiro, des. Luiz Zveiter, e o defensorpúblico José Augusto Garcia de Sousa, ex-cunhado da magistradaPatrícia Lourival Acioli, filha e irmã das subscritoras. Segundo oBoletim, a troca de mensagens foi concluída no dia 16/09/11, quando odes. Luiz Zveiter postou seus esclarecimentos. Ficou faltandoregistrar a resposta do defensor público (que aliás não tinhaconhecimento de que o diálogo seria divulgado), postada no diaseguinte, 17/09/11. Nessa resposta não divulgada no Boletim, odefensor agradece os esclarecimentos, mas mantém a sua opinião de quehouve falhas no tocante à segurança da nossa querida Patrícia. “De uma vez por todas, é exatamente essa a opinião da família. Desde2007, quando a segurança de Patrícia foi desmantelada, até a época dobrutal assassinato, é evidente que houve um desastroso erro deavaliação. Tanto Patrícia corria riscos gravíssimos, que ela foiassassinada, com 21 tiros. O perigo era tão ostensivo que foi matériade primeira página da edição dominical de O Globo de 12/09/10, “Umajuíza linha-dura no caminho dos PMs”. “Quanto aos esclarecimentos prestados pelo des. Luiz Zveiter, sóreforçam a convicção da família. Mostram que a situação de risco foilevada ao Tribunal mais de uma vez, e avaliada de forma manifestamenteequivocada. Como os fatos vieram a demonstrar, não eram “completamenteinfundadas” as “supostas” ameaças que havia contra a vida de Patrícia.Muito pelo contrário. E foram os carrascos mais óbvios, vários deles,que planejaram e executaram o crime anunciado. Mas nada dissoconseguiu ser detectado pelos setores técnicos de segurança doTribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Que a tragédia de Patríciasirva, ao menos, para que se repensem seriamente os procedimentos desegurança dos magistrados, bem como as escolhas técnicas respectivas. “E mais. Que o Tribunal de Justiça possa perceber, mesmo tardiamente,que uma instituição não se enfraquece quando admite seus erros. O quede fato desgasta, interna e externamente, é brigar com evidências efugir de responsabilidades. O reconhecimento das próprias falhas, apar de constituir dever dos homens públicos — notadamente dos quejulgam —, serve ao fortalecimento institucional, pois é o primeiropasso para uma autêntica correção de rumos. E não deixa de ser umademonstração de grandeza moral. “Por fim, não é possível deixar de dizer que o insistente discursorecusando qualquer responsabilidade do Tribunal de Justiça do Rio deJaneiro — mesmo à custa da memória de Patrícia — muito magoa afamília, já não bastasse a dor infinita da perda. O programaFantástico de 18/09/11 mostrou a saída solitária de Patrícia do Fórumde São Gonçalo, no dia em que foi assassinada. Foi uma cenaextremamente dolorosa para a família. Igualmente doloroso é constatarque, pelo menos no que diz respeito às lideranças da instituição quetanto honrou, nossa amada Patrícia, até mesmo depois da sua morteheroica, continua sozinha. MARLY LOURIVAL ACIOLI SIMONE LOURIVAL ACIOLI MÁRCIA LOURIVAL ACIOLI POIAVA”

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