A Des Leticia Sardas assumiu a Presidência do TRE, como a primeira mulher a chegar a esse cargo e pediu-me para publicar nesse humilde Blog o seu discurso. Ai vai.

A desembargadora Letícia de Faria Sardas tomou posse nesta quinta-feira, dia 31, como a nova presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), se tornando a primeira mulher a assumir o cargo. A solenidade aconteceu no plenário do Tribunal de Justiça do Rio, no Fórum Central.
Em seu discurso, a nova presidente do TRE-RJ abordou a história da evolução da mulher no século XX e seus desdobramentos no mundo atual, como a posse de mulheres em diversos cargos importantes. Ela também lembrou de uma citação de Norberto Bobbio, escritor da “Era dos Direitos”, que declarou que a revolução das mulheres foi a mais importante do século XX.

“Não falo somente da revolução feminista de 1968, marcada pela queima dos sutiãs, mas da revolução silenciosa, prudente e paciente que se iniciou na 2ª Guerra Mundial quando as mulheres viram seus homens partirem e ficaram nas cidades ocupando com desenvoltura espaços que antes eram somente ocupados pelo chamado ‘sexo forte’”, destacou a magistrada, acrescentando que na década de 50 do século passado, era difundida a ideia de que o trabalho deixava a mulher menos feminina e que sua função era cuidar dos afazeres domésticos e da família.

”Felizmente o desenvolvimento econômico aumentou o nível de escolaridade feminina, despertando sua independência. A educação foi, sem dúvida nenhuma, a mola propulsora da evolução feminina. Somos frutos de um movimento silencioso de algumas mulheres que lutaram em busca de novos desafios”, completou.

Por fim, a desembargadora ressaltou que atualmente é preciso garantir os direitos das minorias da sociedade e abolir toda forma de discriminação. “O tempo em que vivemos é um tempo de conquista dos direitos das minorias, é um tempo do ser, independentemente do sexo, da cor, da opção sexual e da religião. Desponta vitorioso na democracia moderna o ferrenho combate a toda forma de discriminação como único meio de garantir a igualdade e a liberdade”, finalizou.

Bacharel em Direito pela Universidade Federal Fluminense e pós-graduada em Direito da Comunicação pela Universidade de Coimbra, a desembargadora Letícia Sardas foi presidente da 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e exerceu diversas vezes a função de juíza eleitoral.
Em seu discurso, a nova presidente do TRE-RJ abordou a história da evolução da mulher no século XX e seus desdobramentos no mundo atual, como a posse de mulheres em diversos cargos importantes. Ela também lembrou de uma citação de Norberto Bobbio, escritor da “Era dos Direitos”, que declarou que a revolução das mulheres foi a mais importante do século XX.

“Não falo somente da revolução feminista de 1968, marcada pela queima dos sutiãs, mas da revolução silenciosa, prudente e paciente que se iniciou na 2ª Guerra Mundial quando as mulheres viram seus homens partirem e ficaram nas cidades ocupando com desenvoltura espaços que antes eram somente ocupados pelo chamado ‘sexo forte’”, destacou a magistrada, acrescentando que na década de 50 do século passado, era difundida a ideia de que o trabalho deixava a mulher menos feminina e que sua função era cuidar dos afazeres domésticos e da família.

”Felizmente o desenvolvimento econômico aumentou o nível de escolaridade feminina, despertando sua independência. A educação foi, sem dúvida nenhuma, a mola propulsora da evolução feminina. Somos frutos de um movimento silencioso de algumas mulheres que lutaram em busca de novos desafios”, completou.

Por fim, a desembargadora ressaltou que atualmente é preciso garantir os direitos das minorias da sociedade e abolir toda forma de discriminação. “O tempo em que vivemos é um tempo de conquista dos direitos das minorias, é um tempo do ser, independentemente do sexo, da cor, da opção sexual e da religião. Desponta vitorioso na democracia moderna o ferrenho combate a toda forma de discriminação como único meio de garantir a igualdade e a liberdade”, finalizou.

Bacharel em Direito pela Universidade Federal Fluminense e pós-graduada em Direito da Comunicação pela Universidade de Coimbra, a desembargadora Letícia Sardas foi presidente da 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e exerceu diversas vezes a função de juíza eleitoral.

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Uma resposta a A Des Leticia Sardas assumiu a Presidência do TRE, como a primeira mulher a chegar a esse cargo e pediu-me para publicar nesse humilde Blog o seu discurso. Ai vai.

  1. Rodrigo Lima disse:

    O senhor foi extremamente infeliz no comentário a respeito do caso da morte em Oruro.

    O senhor declara que colocar a culpa no adolescente foi uma estratégia para livrar os verdadeiros culpados!?

    Que tamanha perseguição de sua parte. É vergonhoso e humilhante uma pessoa aparecer a público para denegrir injustamente a imagem de outro, que sequer pode se defender.
    Sua declaração é covarde e parcial, pois ainda não há provas que qualquer um dos 12 presos são responsáveis por algo no episódio.

    O rapaz se entregou, e disse a verdade sobre o que ocorreu, mas o senhor é superior, seu julgamento é mais qualificado que o das pessoas que estiveram no local e presenciaram o ocorrido, e com 100% de certeza, o senhor sentencia o culpado e apenas desqualifica a autoria que o rapaz assumiu.

    A velha máxima de que somos inocentes até que se prove o contrário é descartada por seu julgamento justo e perfeito, pessoas inocentes não ganharam de vossa divindade que tudo sabe, o direito de provar que não estavam envolvidas na fatalidade que tirou uma vida.
    Seu comentário é irresponsável e só fomenta o ódio e o preconceito contra as pessoas que estão presas na Bolívia, um desembargador deveria ter um pouco mais consciência antes de falar merda e emitir julgamentos sem ter conhecimento dos fatos.

    Espero que o senhor nunca passe pela situação de ser prejulgado injustamente por uma imensidão de ignorantes e idiotas sem ter direito de se defender, pois isso é injusto e desumano.

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